terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Carta Aberta à População sobre o Aumento de Tarifa do Transporte Coletivo em Joinville



O Movimento Passe Livre Joinville (MPL) vem por meio desta carta pública reivindicar ao novo prefeito que não conceda aumento nas passagens do transporte coletivo de Joinville em 2009.

As empresas Gidion e Transtusa pediram ao ex-prefeito Marco Tebaldi (PSDB) um aumento de 9,7% na tarifa das linhas convencionais, elevando o preço de R$ 2,05 para R$2,25. Em seu governo, Tebaldi deu quatro aumentos de passagem, todos via decreto, marcados pela falta de democracia e defesa da iniciativa privada.

Joinville já possui um dos sistemas de ônibus mais caros do Brasil e o mais caro de Santa Catarina, o que ocasiona uma política de exclusão das pessoas, principalmente dos trabalhadores informais, estudantes e desempregados. Como se não bastasse, a precarização do serviço acentuou-se significativamente nos últimos anos com a imensa lotação dos ônibus.

Faz-se necessário reformular a concepção de transporte. Hoje, ele é visto como mercadoria que pode ser comercializada de forma irresponsável.O MPL apresenta outra alternativa para o transporte coletivo: a municipalização. Ela vai garantir o acesso pleno dos jovens à Educação, Cultura e Lazer, melhorar o trânsito da cidade e cobrar impostos dos mais ricos para financiar o passe livre para todos e todas.

Lutaremos até a municipalização do transporte coletivo, gerido pelo município com ampla participação popular nas decisões sobre as linhas, horários e reajustes tarifários do serviço, como medida de extinção da iniciativa privada e da lógica do lucro do setor do transporte.

Esperamos do novo prefeito que qualquer decisão sobre o aumento seja discutida com os movimentos sociais, entidades de classe, associações de moradores e toda a cidade de Joinville. Caso contrário, a nova gestão da Prefeitura estará legitimando a maneira tradicional e conservadora de tratar a questão do transporte coletivo, ou seja, com decisões antidemocráticas e primando pela conservação dos interesses históricos das empresas de transporte em detrimento do interesse da população.

Movimento Passe Livre Joinville, 1º de janeiro de 2009.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Outras vozes na cidade

Entrevista concedida à MK. Reproduzido de Vivonacidade


A entrevista a seguir é com Kleber Tobler, militante social do Movimento Passe Livre de Joinville, que no último Grito dos-as Excluídos-as na cidade foi vítima da repressão estatal aos movimentos sociais. Infelizmente não é uma novidade como podemos perceber as ameaças, perseguições, prisões ao MPL-Joinville, aos trabalhadores-as da Cipla-Interfibra, ao movimento estudantil e outros.

A publicação acontece somente agora por conta da audiência que já aconteceu e o Exército resolveu arquivo o processo contra o movimento.

O que levou você a participar do Grito dos Excluídos em Joinville ?

Tobler - Pelo segundo ano consecutivo o Movimento Passe Livre Joinville, do qual eu sou militante, participa do movimento do Grito do Excluídos, que é uma manifestação popular promovido pela Igreja Católica inserida no desfile de independência do Brasil e tem a participação dos movimentos populares, pastorais, entidades, igrejas e movimentos sociais. Para mim e para o MPL Joinville é sempre uma grande satisfação e orgulho participar do Grito, manifestação esta que promove realmente um verdadeiro desfile cívico, no qual se encarrega de levar o caráter popular de manifestação aos brasileiros, comprometido com verdadeira cidadania, fortalecida sempre pela democracia direta. O Grito apesar de ainda ser visto com forte preconceito por setores conservadores tem tido um grande reflexo positivo dentro do desfile de 7 de setembro perante a sociedade. O desfile é sempre carregado de simbolismo e reivindicações populares e tem um forte comprometimento com as causas sociais.

Os poderes constituídos na cidade estão escutando as vozes dos-as excluídos-as ?

Tobler- Sinceramente acho que nem um pouco: os poderes constituídos da cidade de Joinville têm olhado sempre com grande preconceito e indiferença as vozes dos excluídos da cidade. O MPL, outros movimentos e setores populares têm sido perseguido e criminalizado na cidade de Joinville.

O nosso movimento, por exemplo, tem sofrido constante violência e repressão dos poderosos da cidade. Já fomos presos por nos manifestar em diversas ocasiões, perseguidos por grupos monopolistas do transporte coletivo com contratações de gangues e seguranças particulares para nos intimidar e perseguir.

Somos também constantemente criminalizados pela “imprensa marrom” de Joinville que tem se colocado como porta voz de grupos empresariais e políticos da cidade de Joinville.

O prefeito em exercício tem demonstrado em anos de governo um modo de governar, no mínimo, “fascistóide”, pois se alia à máfia empresarial local e a politicagem corrupta da cidade contra as vozes que lutam contra as injustiças sociais e tem usado de todos os poderes em mão para destruir e criminalizar os movimentos sociais da cidade.

A ditadura militar brasileira (1964-85) perseguia, prendia, torturava e até matava seus-uas opositores-as. Hoje ainda sofremos com as permanências esse nefasto momento da história recente do Brasil ?

Tobler- Atrevo-me a dizer que a ditadura não acabou definitivamente com a dita redemocratização do país.

Lembre dos exemplos que dei somente com o MPL Joinvile, um movimento que tem apenas três anos de atuação e militância e já foi diversas vezes perseguido e criminalizado com táticas que lembram seguramente os tempos ditatoriais.

O estado de direito que temos hoje é constituído por muitos do que mataram pessoas e destruíram a democracia brasileira.

Quer exemplos do que falo? A policia militar do mesmo período permanece até hoje com a mesma estrutura e cultura militar; o serviço de inteligência da antiga SNI só mudou o nome, continua com as mesmas táticas dos seus tempos criminosos de perseguição e espionagem, e tem vários espiões do período trabalhando dentro da agência.

O congresso nacional é repleto destes meliantes políticos da ditadura, o poder como um todo em diversos setores também tem cadeiras ocupadas por estes criminosos de guerra.

Os militares que perseguiram, mataram e estupraram seus opositores estão livres e impunes levando a vida normalmente, vivendo muito bem do dinheiro do povo que perseguiu.

Temos um exercito que é um verdadeiro cão de guarda dos poderosos nacionais e do capital internacional.

Mentira? Quando há uma ocupação de terra pelo MST lá está a policia militar ou o próprio exército armado até os dentes para proteger os “indefesos” latifundiários de terra.
Quando a cidade de Florianópolis foi tomada por uma multidão contra o aumento das passagens lá estava a polícia militar com todo seu aparato de repressão contra o povo e protegendo os terminais monopolizados pela máfia do transporte. Depois de uma verdadeira revolta popular os poderosos colocaram na cidade de Florianópolis um escritório da ABIN para vigiar a cidade insurgente.

Acho que se ficar listando há inúmeros casos a levantar, fico por aqui. E digo seguramente que estamos longe de um estado democrático verdadeiro, comprometido com seu povo bem como sua soberania.

No domingo (07 de setembro de 2008) foi preso o KT ou um movimento social, numa outra tentativa do Estado de criminalizar os movimentos sociais ?

Tobler- No domingo mais que um militante do Movimento Passe Livre foi preso um corpo simbólico dos movimentos sociais, manifestando ali dentro do Grito dos Excluídos em busca do direito à vida e o respeito pelos direitos humanos. Infelizmente mais uma vez foi coagido e calado pela força e a intolerância do Estado falsamente democrático.

Em relação à criminalização, quais são os próximos passos que você espera dos movimentos sociais da cidade ?

Tobler- Espero mais aproximação dos diversos movimentos sociais e políticos da cidade. Vejo que estamos infelizmente altamente fragmentados, cada um mais preocupada com bandeiras e ideologias do que a construção de um novo paradigma político e uma nova sociedade. Infelizmente fiquei muito triste por ver que muitos setores da dita esquerda me criticaram ou me deram as costas em um momento em que eu precisava de solidariedade.

Quais as razões para buscar a intervenção artística caracterizado de um militar de formas demoníacas?

Tobler_ Como o próprio grito que se manifesta e carrega forte simbolismo, tentei me manifestar de forma lúdica e artística para mostrar o horror das perseguições e torturas dos militares, com a intenção de fortalecer o assunto na sociedade sobre a lei de anistia. A idéia era usar a farda militar como fantasia, usando no rosto uma máscara de demônio como personificação máxima da maldade dentro de nossa visão cultural religiosa brasileira. Vestido desta forma desfilaria na avenida carregando simbolicamente atados pela mão e pela boca três prisioneiros de guerra. Esta era a idéia a principio, que não se realizou pela truculência dos policiais, a mando dos soldados do exército.

Manifestar-se de forma lúdica sempre foi um traço muito forte em nosso movimento o MPL Joinville. Achamos nesta forma de expressão um canal poderoso de comunicação com a sociedade, principalmente para os mais jovens que geralmente simpatizam com esta forma de expressão e comunicação.

Como o próprio movimento é juvenil e do movimento estudantil nos manifestamos sempre longe dos tipos tradicionais de manifestação da esquerda, que a nosso ver já estão superadas e vistas com apatia pela nova conjuntura social brasileira.

Levar um caminhão de som subir lá em cima e se comunicar aos berros fazendo cara feia é algo do passado e esgotado como forma de comunicar-se com as massas para nosso movimento.

Nossa intervenção política não deixou de lado o megafone e nem abandonou o diálogo, mas acrescentou a este uma forma alegre e descontraída de se manifestar através do ludismo artístico.

domingo, 28 de setembro de 2008

Ativista do Passe Livre é absolvido

O ativista do Movimento Passe Livre Kleber Tobler foi absolvido da acusação de desacato a autoridade feita pela Polícia Militar/Exército Brasileiro, durante o desfile do dia da Independência, no 7 de setembro.

Kleber chegou a ser preso durante o desfile por estar usando uma farda antiga e uma máscara de demônio. O grupo iria realizar uma encenação sobre a ditadura militar, apoiando a abertura dos processos criminais contra os torturadores.

No julgamento, ocorrido na quinta-feira (25 de setembro), tanto a polícia quanto o exército afirmaram não terem entrado com o processo contra Kleber. O processo foi arquivado e o ativista permanece com ficha limpa.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Lei popular do passe livre

Movimento Passe Livre se prepara para as eleições

O Movimento Passe Livre está se preparando para grande ação de coleta de assinaturas para a lei popular do passe livre, no dia 5 de outubro. Caso tenhamos 5% das assinaturas dos eleitores da cidade, podemos apresentar uma lei do passe livre na Câmara de Vereadores.

Os militantes estarão em cinco colégios da cidade para conversar com a população e coletar as assinaturas. Caso haja segundo turno, os colégios serão trocados para uma segunda rodada de coleta.

Julgamento é amanhã

Após a prisão arbitrária do ativista do Movimento Passe Livre K. T, de 25 anos, a Polícia Militar decidiu processá-lo por crime de usar farda sem ser da corporação.

O Julgamento está marcado para às 14h30 de amanhã (25 de setembro) , no Fórum de Joinville. A advogada do Centro de Direitos Humanos, Cyntia Pinto da Luz, vai defender o membro do Movimento Passe Livre.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Ativista do Passe Livre é preso no 7 de setembro


O ativista do Movimento Passe Livre, Kleber Tobler, 25 anos, foi preso ontem, durante o desfile oficial do dia da independência. Sob a acusação de "desacato a autoridade", o estudante foi levado pelos policiais por estar fantasiado para uma encenação que ocorreria durante o desfile. Junto a outras organizações sociais, o Passe Livre pretendia reforçar o debate sobre a revisão da lei da anistia. Kleber estava usando uma máscara de demônio e usava uma farda de militar. O estudante foi liberado às 11h30, e responderá a processo por desacato.


O Movimento Passe Livre está se mobilizando para conseguir a absolvição do estudante. Os advogados do Centro de Direitos Humanos foram acionados. Em breve, mais informações sobre o caso.

Veja mais fotos
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Fantasia de estudante era para encenação sobre lei da Anistia

Desfile de 7 de setembro atraiu mais de 3 mil pessoas em Joinville

reproduzido de: http://www.clicrbs.com.br/anoticia/jsp/default.jsp?uf=2&local=18&section=Geral&newsID=a2167028.xml

O sol apareceu para a alegria das mais de 3.500 pessoas que se amontoaram neste domingo de manhã na Avenida José Vieira, em frente ao Centreventos Cau Hansen. O desfile de 7 de setembro exibiu a banda do 62º Batalhão de Infantaria e 29 escolas locais além de outras associações de Joinville.

Criatividade, tradição e beleza uniram-se ao longo da rua, encantando os apreciadores. Mas nem tudo saiu como planejado: o Movimento do Passe Livre, que foi um dos últimos grupos a desfilar, causou confusão com a polícia. Fazendo alusão à época da ditadura, um dos integrantes, o estudante Kleber Tobler, 25 anos, foi preso. Ele usava farda militar e uma máscara de demônio. Kleber foi liberado no Complexo Militar às 11h30 da manhã.


Fonte: AN

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Passe Livre no 7 de setembro

Pelo quarto ano consecutivo, o Movimento Passe Livre vai realizar manifestações no dia da independência, no desfile oficial de 7 de setembro. O local para o encontro dos/as participantes dos GRITOS será a entrada do SESC, entre as ruas Orestes Guimarães e Avenida Beira-rio. Horário as 08:00. Participe.

domingo, 17 de agosto de 2008

Passe Livre nos jornais

Mais uma vez, o tema passe livre está em debate nas seções de cartas dos jornais. A última, publicada em A Notícia, está disponível também aqui.

"O leitor Renni Schoenberger comete equívocos em carta publicada no dia 10/8. Há movimentos sociais, como o Movimento Passe Livre, que existem para além das eleições, com uma estrutura apartidária, cujas reivindicações, além do passe livre, envolvem propostas de desmercantilização do transporte. Os recursos para o financiamento do passe livre são claramente apontados: virão de impostos progressivos (por exemplo, IPTU maior para mansões de luxo e terrenos desocupados) e arrecadação em publicidade de bussdoors. O dinheiro das multas de trânsito e de auditorias nas empresas de transporte para a verificação dos lucros também seria revertido em favor desse direito. Portanto, é lamentável a afirmação de que o passe livre será financiado pelos trabalhadores. O passe livre é a maneira de garantir à juventude o direito à educação, à cultura, ao trabalho e ao lazer, além de iniciar uma importante redistribuição de renda, tributando ricos em favor da maioria da população e ajudar no caminho de uma sociedade mais igualitária".

Hernandez Vivan Eichenberger
Joinville

sábado, 9 de agosto de 2008

Candidatos falam sobre transporte coletivo

Os candidatos a prefeitura de Joinville defenderam suas posições sobre o transporte coletivo, na edição de sábado do jornal A Notícia. A pergunta foi formulada por um leitor: "O que vai fazer para melhorar o transporte coletivo de Joinville?". Abaixo, reproduzimos e comentamos as propostas dos candidatos.

Carlito Merss (PT)
"Vamos incentivar o uso do transporte coletivo com a redução da tarifa por meio da desoneração tributária da planilha, de subsídio ao óleo diesel e do incentivo para o uso do sistema, estimular o uso de combustíveis alternativos, como o biocombustível e o gás natural e ampliar a frota de articulados, reduzindo custos operacionais e aumentando a capacidade de transporte."
A opinião do Passe Livre: A desoneração tributária não é uma boa saída para o transporte, pois é um paliativo que vai mater o preço da tarifa "pagável" e dar mais tempo para as empresas do setor lucrarem em cima da população.


Darci de Matos (DEM)

"Joinville tem um dos melhores sistemas de transporte coletivo do
Brasil. É eficiente, limpo e moderno. E para melhorar ainda mais, é preciso atrair mais investimentos, colocar mais ônibus nas ruas, dar mais conforto para o usuário e oferecer mais facilidades para o acesso a este tipo de transporte. Isso eu vou garantir para a população"
A opinião do Passe Livre: Darci de Matos realmente nunca deve ter andado de ônibus em Joinville. Ônibus lotado jamais poderá ser eficiente, limpo e moderno.


Kennedy Nunes (PP)
Vamos, em nosso governo, implantar o sistema metrô de superfície,
iniciando com uma linha que ligará o PA da Zona Sul ao terminal da
Zona Norte. Para os usuários de ônibus trabalharemos na bilhetagem temporal, dando uma flexibilidade de conexões, sem a obrigatoriedade de entrar nos terminais. O sistema atual permite que essa medida seja implantada imediatamente.
A opinião do Passe Livre: A proposta de bilhetagem temporal (como o bilhete único em São Paulo) pode ser uma melhora significativa, mas não deixa de ser um paliativo para o problema principal: o preço da tarifa.


Mauro Mariani (PMDB)
O transporte coletivo é a saída para evitarmos o caos no trânsito. Vamos rever o sistema, fortalecendo a presença da Prefeitura na gestão em favor dos usuários. A infraestrutura da cidade está ligada ao transporte coletivo. Serão necessárias obras para viabilizar a fluidez do tráfego, com ciclovias, abrigos com informações corretas de horários, mais e melhores ônibus.
A opinião do Passe Livre: Quando Mariani fala em "rever o sistema, fortalecendo a presença da Prefeitura", pode estar discursando a favor de um controle mais rígido sobre Gidion e Transtusa. Difícil acreditar.



Rodrigo Bornholdt (PDT)
Fui o primeiro a falar do metrô de superfície, o veículo leve sobre trilhos, que é uma das principais propostas. Vamos investir nas linhas diametrais, mudar os corredores de ônibus, alterar a bilhetagem para que o passageiro possa sair do terminal durante determinado tempo e atender aos jovens, definindo criteriosamente o passe livre para estudantes.
A opinião do Passe Livre: Rodrigo fala em passe livre, mas não diz necessariamente quais são os critérios e como pretende financiá-lo.


Rogério Novaes (PV)
Um ponto importante é mudar o conceito, fazendo a circulação principal pelo anél viário.O terminal central deixa de ser necessário e as pessoas passam a ter acesso a um sistema ágil. A passagem passará a ter preço único. O preço cairá em pelo menos 12%, recuando para R$ 1,80 ainda que o município tenha que contribuir na composição de custo.
A opinião do Passe Livre: Novaes fala em subsidiar a tarifa, para que ela fique na casa dos R$ 1,80. Claro, uma tarifa mais barata sempre é bom, mas se há a disposição de subsidiar a tarifa, porque não assumir de vez o sistema?