Fonte: NoZarcão.
por Movimento Passe Livre às 10:30 0 comentários
Categorias clipagem, Frente de Luta pelo Transporte Público de Joinville, IPPUJ, joinville, mobilidade urbana, notas
Matéria completa no Portal Joinville.
por Movimento Passe Livre às 13:40 0 comentários
Categorias campanha pelo tarifa zero, clipagem, entrevistas, manifestação, movimento passe livre, notícias, vídeos
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por Movimento Passe Livre às 10:49 0 comentários
Categorias clipagem, notícias, tarifa zero
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| Edição do jornal Notícias do Dia de 27 e 28 de outubro de 2012. Clique sobre a imagem para lê-la em detalhe. |
por Movimento Passe Livre às 17:22 0 comentários
Categorias campanha pelo tarifa zero, clipagem, manifestação, notícias, notícias do dia
por Movimento Passe Livre às 09:31 0 comentários
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| Foto: Wellington Rocha |
| Foto: Aldair Dantas |
por Movimento Passe Livre às 10:39 1 comentários
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por Movimento Passe Livre às 10:31 0 comentários
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Debate Tarifa Zero from Passa Palavra on Vimeo.
Retirado de http://passapalavra.tv/?p=44744
por Movimento Passe Livre às 20:33 0 comentários
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por Movimento Passe Livre às 13:34 1 comentários
Categorias aumento da tarifa, clipagem, Luta no Transporte pelo Brasil, notícias, transporte coletivo
por Movimento Passe Livre às 00:21 0 comentários
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reproduzido de: http://www.clicrbs.com.br/anoticia/jsp/default.jsp?uf=2&local=18§ion=Geral&newsID=a2167028.xml
O sol apareceu para a alegria das mais de 3.500 pessoas que se amontoaram neste domingo de manhã na Avenida José Vieira, em frente ao Centreventos Cau Hansen. O desfile de 7 de setembro exibiu a banda do 62º Batalhão de Infantaria e 29 escolas locais além de outras associações de Joinville.
Criatividade, tradição e beleza uniram-se ao longo da rua, encantando os apreciadores. Mas nem tudo saiu como planejado: o Movimento do Passe Livre, que foi um dos últimos grupos a desfilar, causou confusão com a polícia. Fazendo alusão à época da ditadura, um dos integrantes, o estudante Kleber Tobler, 25 anos, foi preso. Ele usava farda militar e uma máscara de demônio. Kleber foi liberado no Complexo Militar às 11h30 da manhã.
Fonte: AN
por Movimento Passe Livre às 13:00 0 comentários
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Mais uma vez, o tema passe livre está em debate nas seções de cartas dos jornais. A última, publicada em A Notícia, está disponível também aqui.
"O leitor Renni Schoenberger comete equívocos em carta publicada no dia 10/8. Há movimentos sociais, como o Movimento Passe Livre, que existem para além das eleições, com uma estrutura apartidária, cujas reivindicações, além do passe livre, envolvem propostas de desmercantilização do transporte. Os recursos para o financiamento do passe livre são claramente apontados: virão de impostos progressivos (por exemplo, IPTU maior para mansões de luxo e terrenos desocupados) e arrecadação em publicidade de bussdoors. O dinheiro das multas de trânsito e de auditorias nas empresas de transporte para a verificação dos lucros também seria revertido em favor desse direito. Portanto, é lamentável a afirmação de que o passe livre será financiado pelos trabalhadores. O passe livre é a maneira de garantir à juventude o direito à educação, à cultura, ao trabalho e ao lazer, além de iniciar uma importante redistribuição de renda, tributando ricos em favor da maioria da população e ajudar no caminho de uma sociedade mais igualitária".
Hernandez Vivan Eichenberger
Joinville
por Movimento Passe Livre às 12:49 1 comentários
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O senhor Reinaldo Gonçalves, nosso já conhecido líder do Conselho Municipal das Associações de Moradores (Comam), enviou carta ao jornal Notícias do dia para rebater nossa proposta de municipalização do transporte coletivo, defendo o passe-esmola (ver imagem). Na carta, Reinaldo diz que representa 100 associações de moradores da cidade.
A opinião de Reinaldo - ex-funcionário do gabinete do prefeito e filiado ao PSDB - também foi publicada na coluna de Jefferson Saavedra (ver aqui) para a qual enviamos um e-mail. Reproduzimos abaixo a nota na coluna do jornalista e também o e-mail que enviamos ao mesmo.
"PASSE - Reinaldo Gonçalves, do Conselho Municipal das Associações de Moradores, está irritado com as promessas de passe livre. "Passe livre sim, mas para estudantes pobres", diz ele."
E-mail enviado ao Saavedra
"O senhor Reinaldo Gonçalves, da Comam, referido na coluna AN.Portal de hoje (05/08), trabalhava no gabinete do prefeito Marco Tebaldi (PSDB). Foi demitido quando, misteriosamente, bancou sozinho diversos outdoors acusando um político de ser favorável ao aborto.
O senhor Reinaldo é filiado ao PSDB.
O senhor Reinaldo, durante o último aumento de tarifa (26/08/2007) afirmou que mais de 60 associações de moradores aprovaram o aumento de 6% na tarifa, em uma reunião no gabinete do prefeito. A prefeitura até fez uma notícia em seu site. Até hoje, nenhuma imagem desse suposto encontro apareceu na imprensa. Nenhuma.
O que nós queremos é a criação de um Fundo Municipal de Transporte Coletivo (FMTC), com verbas direcionadas para bancar os custos do passe livre. A única maneira disto acontecer é através da municipalização dos transportes. Multas de trânsito, IPTU progressivo, arrecadação de publicidade em bussdoor, entre dotações próprias, vão financiar esse direito assegurado em 105 cidades do Brasil.
O senhor Reinaldo quer passe livre para "estudante pobre". Não quer mexer no terreno podre das concessionárias, há 40 anos na cidade sem nunca terem passado por licitação.
O senhor Reinaldo não vê o passe livre como direito.
O que o senhor Reinaldo quer é o passe-esmola".
por Movimento Passe Livre às 14:55 0 comentários
Uma tímida nota sobre a carta que o Movimento Passe Livre enviou à imprensa saiu na coluna AN Portal, de Jefferson Saavedra, na edição de hoje (4 de agosto). Ao invés de esclarecer que o movimento é apartidário, como mostra a carta enviada ao Notícias do Dia, a nota apenas constata que o movimento quer também a municipalização do transporte coletivo de Joinville. Tampouco, revela ao leitor joinvilense que já existem 105 cidades com passe livre no país.
Abaixo, a íntegra da nota, ou se preferir, clique aqui.
"TRANSPORTE - Não é só passe livre para os estudantes a bandeira do Movimento Passe Livre. O grupo acha que o benefício só será possível com a municipalização do transporte coletivo."
por Movimento Passe Livre às 11:45 0 comentários
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Saiu no Notícias do dia do último fim de semana (2 e 3 de agosto). Após o candidato a prefeito Rodrigo Bornholdt (PDT) prometer o passe livre para estudantes, o movimento decidiu enviar uma carta à imprensa, pois vários políticos estão prometendo ações relacionadas ao passe livre estudantil. Clique na imagem ou leia a carta na íntegra abaixo.
"Ficamos muito contentes com a volta do tema passe livre às páginas dos jornais da cidade. Não é surpresa para nós que os candidatos, afoitos por conseguir mais votos, prometam que vão lutar pelo por esse direito, garantido em 105 cidades do Brasil.
Na onda eleitoral, até Edilson Nunes (P-Sol) afirmou que fez parte do movimento e que apoiava a causa. Rodrigo Bornholdt (PDT) prometeu passe livre para estudantes. Três candidatos a vereador do PT prometem fazer uma lei do passe livre.
Voltamos a afirmar, o Movimento Passe Livre é um movimento apartidário, sem amarras com políticos e legendas. Nem Edilson, nem P-Sol, nem PT,nem PDT,nenhum deles participa, opina ou coordena nossas ações.
O passe livre não poderá acarretar aumento na tarifa dos outros usuários. E a única maneira disto acontecer é através da municipalização dos transportes. O passe livre será pago com verbas específicas, como multas de trânsito, IPTU progressivo, arrecadação de publicidade em bussdoor, e assim por diante.
Santa Catarina deveria seguir o exemplo do Rio de Janeiro, onde os estudantes de todo o estado tem o direito ao passe livre."
por Movimento Passe Livre às 12:44 0 comentários
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Não que Joinville ainda mereça ser chamada de "Cidade das Bicicletas", mas a quantidade de gente andando de zica está bem acima da média nacional. De acordo com o Ministério das Cidades, em cidades com população entre 250 mil e 500 mil habitantes, 3,39% dos moradores andam de bicicleta em maior parte de suas viagens. Mesmo que as ciclovias ainda sejam insuficientes.
Nos municípios na faixa 500 mil/1 milhão, o índice cai para 1,75%. Pois em Joinville é de quase 8%. Na cidade, o veículo próprio (carro ou moto) lidera, com 34,25%, seguido pelo transporte coletivo, com 27,67%. O resto, pouco mais de 30%, se desloca na maioria das vezes a pé mesmo.
Da coluna An Portal
por Movimento Passe Livre às 10:02 0 comentários
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Estudantes do Ielusc, Univille e Udesc participaram de protesto contra aumento dos salários vereadores em Joinville. Veja as matérias
Estudantes fazem protesto sem fantasia em Câmara de Joinville (An.com.br)
Batman é barrado na Câmara (A Notícia)
Vereadores Ignoram protesto de estudantes (Revi/Ielusc)
Veja vídeo da manifestação (An.com.br)
por Movimento Passe Livre às 08:29 0 comentários
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Como sabem que o aumento da tarifa dos ônibus não virá este ano, os empresários das concessionárias de ônibus procuraram o prefeito Marco Tebaldi ontem para uma série de reivindicações. As empresas querem agilidade nas mudanças no trânsito, como o corredor na Nove de Março, para amenizar a perda de tempo nas viagens, principalmente para a área central. As viagens estão 22% mais demoradas, em média.
A Transtusa e a Gidion querem mudar o Pega-fácil. O sistema é deficitário, e os microônibus poderão ser utilizados em linhas de maior fluxo. Os horários das linhas Sul-Tupy e Tupy-Centro também poderão ser modificados. A Prefeitura vai analisar os pedidos dos empresários. Quanto ao corredor da Nove de Março, houve a garantia de implantação até o final do ano.
por Movimento Passe Livre às 21:55 0 comentários
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Cada novo aumento da produção automobilística é comemorado pela mídia. Compram-se automóveis em 99 prestações. Entupidas, as cidades param. Estaremos, como diz Paulo Mendes da Rocha, nos dedicando a aprimorar a máquina de produzir veneno que inventamos?
(06/05/2008)
O governo, os empresários e a mídia comemoraram, em 2007, a produção de três milhões de automóveis no Brasil. Agora, ambicionam uma meta ainda maior. Grande parte desses carros foi vendida na cidade de São Paulo. Todos os dias, 650 novos automóveis (além de 250 motos) são licenciados. São apenas os últimos acréscimos a uma frota de seis milhões de veículos — a segunda do mundo. A capital paulista enfrenta um trânsito cada vez mais lento, forçando grande parte da população a passar horas e horas em congestionamentos.
Apesar do aumento do preço do petróleo, a indústria automobilística mundial conhece um de seus maiores booms. Fabricantes indianos e chineses introduzem no mercado veículos de 2.500 dólares, que cedo ou tarde chegarão aqui. No Brasil, carros zero são agora financiados em até 99 meses.
É perceptível que a velocidade de circulação nas cidades brasileiras está caindo rapidamente (o Rio de Janeiro está seguindo o caminho de São Paulo). Todos vêm sentindo as conseqüências tanto da irresponsabilidade das autoridades para com o transporte coletivo quanto da expansão sem barreiras da frota de veículos. A quantidade dos que rodam em São Paulo cresceu. Em um ano, houve um aumento de 7%, sendo três quartos automóveis que, normalmente, circulam apenas com seus motoristas. A enorme expansão do número de motocicletas (cerca de um milhão), autorizadas pela legislação em vigor a circular entre as faixas, também contribui para degradar o trânsito e aumentar as mortes em acidentes.
Os problemas não se restringem ao trânsito. A poluição, causada essencialmente pelos veículos, em São Paulo, voltou a piorar, agravando, também, as tendências ao aquecimento da região.
Temendo desgastar-se, a prefeitura não adota medidas de restrição à circulação de veículos — como pedágios urbanos, praticados nas capitais européias, exclusão dos automóveis particulares do centro velho, aumento do rodízio (como fez a Cidade do México) e da fiscalização (um terço da frota é irregular), maiores restrições a caminhões no centro ou a simples expansão das zonas azuis. Também não acelera a criação de corredores exclusivos de ônibus, por pressão dos comerciantes e moradores das vias onde eles seriam implantados.
O prefeito Gilberto Kassab afirmou que os congestionamentos são resultado da falta de investimento municipal na expansão do metrô nos últimos 32 anos. Para Kassab, agora “não adianta chorar sobre o leite derramado” [1]. O presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego (e seu gestor em vários governos conservadores) Roberto Scaringella foi mais franco: não haverá “medidas radicais que dariam fluidez” ao trânsito, porque “podem impactar negativamente a economia”. “A conseqüência é que a gente terá de aprender a conviver com um número maior de quilômetros de lentidão. Quando eles se excedem, não gera um colapso da cidade, mas a deterioração e a delinqüência urbana”, completou Scaringella [2]. Pressionada pela imprensa, a prefeitura acabou anunciando uma série de medidas, mas elas são cosméticas: redução do espaço para estacionamento em algumas ruas, divulgação de rotas alternativas às vias principais etc.
A atuação do governo do Estado também é marcada pela inação. Ele não acelera a expansão do metrô e, tampouco, cumpre as metas de construção da Linha 4 - Amarela, onde os métodos privatistas geraram sucessivos desastres e atrasos [3]. Perdido em disputas menores de rateio dos custos com a prefeitura, o governo, nem mesmo, geri uma integração adequada com a rede de ônibus.
É absurdo que duas ou três horas por dia da vida de dez milhões de pessoas seja jogada fora, em um estresse sem propósito. Mas o sistema do automóvel está tão profundamente arraigado no imaginário das pessoas que elas têm dificuldades de perceber seu caráter grotesco. É aceito como natural ou inevitável, permitindo que governantes ajam de forma irresponsável.
No entanto, como afirma o arquiteto Paulo Mendes da Rocha, “é como se tivéssemos inventado uma máquina de produzir veneno e, todo dia, nos empenhássemos em aprimorá-la. A questão dos transportes é fundamental. Não se trata, puramente, de introduzir conforto. Trata-se de ver que, queimar petróleo para transportar uma pessoa de 60 quilos numa lataria de 700 quilos, que não anda, é um erro grave. É repugnante ver a cidade congestionada de carros que não andam. A questão não é fazê-los andar, é ver que isso não tem saída, o transporte individual é uma bobagem. Construir túneis e viadutos é aprimorar a máquina do veneno. E já não importa que o carro não ande, porque você vê todo mundo lá dentro falando no celular, usando o laptop... É a rota do absurdo” [4].
O proprietário do carro impõe, a toda sociedade, custos que ele não paga no IPVA ou quando compra o automóvel. Ocupação do espaço público (50% do território urbano em São Paulo é dedicado ao transporte), perda de tempo, danos à saúde de milhões de pessoas etc. O correto é que o uso do transporte individual seja desestimulado, o coletivo favorecido e o usuário do carro passe a pagar por todo o impacto que provoca.
Parece evidente que não se pode esperar nada dos governantes! Esse é um problema que São Paulo só poderá enfrentar se organizar um movimento cidadão que reúna força política para libertar a cidade da ditadura do automóvel. Uma mobilização com propósitos claros, capaz de impor uma expansão da oferta e qualidade do transporte público e reduzir o espaço para o carro.
Assistimos, nos últimos anos, ao acúmulo de uma série de problemas de novo tipo, gerados pela lógica sem freios do mercado. Esse cobram um preço humano e ambiental cada vez maior.
O caso mais notório é o do aquecimento global, resultado de toda a economia do petróleo, carvão e automóvel, associada ao consumismo desenfreado. Ela exige pensarmos a atividade produtiva em função das necessidades humanas e não da busca do lucro e, portanto, do crescimento. Mas, como manter o capitalismo sem a maior expansão possível?
E agora os moradores de São Paulo enfrentam as conseqüências da irracionalidade que representa a “racionalidade” do mercado. Cada um busca satisfazer seus desejos na lógica do transporte (ou do consumo) individual, sem que haja intervenção do poder regulador de caráter público tolhendo os absurdos que o consumismo carrega.
Todas são questões que colocam a necessidade de outra vida e de outra organização da nossa sociedade em discussão.
[1] Folha de S.Paulo, 7/3/2008, p. C6.
[2] Folha de S.Paulo, 9/3/2008, p. C3
[3] Quando licitada em 2001, a Linha 4 - Amarela estava prevista para entrar em operação em 2006. Mas, na melhor das hipóteses, ela começará a funcionar de forma parcial, em 2010!
[4] Entrevista concedida à Carta Capital, 15 de agosto de 2007, p. 64
por Movimento Passe Livre às 22:59 0 comentários
Por mais incrível que possa parecer, um jornal da imprensa grande do Paraná defendeu abertamente o passe livre estudantil em um editorial. O "Estado do Paraná" não é o único no estado vizinho que está defendendo a proposta. O PMDB do governador Roberto Requião afirmou em nota que, se ganhar a prefeitura de Curitiba, irá instalar o passe livre na cidade.
Mas o que leva essas instituições a defender abertamente o passe livre? Será o momento eleitoral?
Segue abaixo o editorial.
Todos querem passe livre
Editorial do Jornal O Estado do Paraná [16/05/2008]
É impossível imaginar que alguém seja contra o passe livre para os
estudantes. Políticos, empresários, funcionários públicos e policiais
militares não devem ter nada contra a instituição da gratuidade para os
estudantes nos ônibus municipais. Mesmo assim, todos eles foram alvo da
fúria jovem no centro de Curitiba na manhã de ontem.
Tudo porque ainda não foi autorizado o passe livre da forma como querem os
jovens incitados a protestar. Os estudantes aguardam por décadas tal
medida, mas a pressão sobre a Prefeitura de Curitiba aumentou nos últimos
anos coincidência ou não, mais ainda nestes meses que antecedem a disputa
política pelo cargo de prefeito.
Os jovens têm todo o direito de reclamar. Não se pode conceber que ainda
não haja um estudo completo de impacto econômico sobre a introdução do
passe livre integral e para todos os estudantes. Se existe, que ele seja
divulgado, explicando motivos que a Prefeitura tenha para autorizar ou
negar a criação do benefício. E mesmo que haja uma perda para os cofres
públicos, esta se justifica pelo apelo social da medida.
Mas para que ela entre em vigor na sua plenitude, os estudantes terão que
colaborar. Instituir o passe livre não é puramente liberar o acesso aos
ônibus de qualquer um que se julgue estudante. Serão necessárias regras
rígidas, definições claras e a adoção de critérios que não transformem as
carteiras de estudante em “cartões-transporte”. E que as entidades
estudantis não virem máquinas de fabricação de carteiras.
É o mesmo caso da meia-entrada em cinemas, teatros e estádios de futebol.
Clubes, produtores e empresários majoraram os preços porque há uma
enxurrada de carteiras falsas. Os maiores prejudicados são os próprios
estudantes, que precisam provar que suas entidades representativas não
estão sendo usadas de forma irregular.
Além disso, os jovens precisarão mostrar que não estão sendo usados como
massa de manobra de partidos políticos, que na ânsia de tumultuar o
cenário eleitoral em Curitiba tenta criar factóides sobre assuntos da
maior importância. Passe livre sim, mas sem partidarismo em cima dos
estudantes.
por Movimento Passe Livre às 10:35 0 comentários